Resenha do Livro: O monge e o executivo
O Monge e o executivo escrito por James C. Hunter Editora Sextante, é uma obra que busca apresentar conceitos fundamentais para melhorar a capacidade de liderança e bom convívio com os outros. Através de conceitos antigos como amor e serviço, porém mal interpretados pela atual sociedade.
A narrativa conta a história de John Daily um administrador de empresas bem sucedido que de repente se vê em uma crise relacional na empresa em que trabalha, e começa a também enfrentar problemas com seus filhos adolescentes. John é membro de uma igreja Luterana, e é aconselhado por seu pastor, a participar de um retiro sobre liderança que acontece em um mosteiro beneditino. Ele vai a contragosto incentivado por sua esposa, e lá conhece Simeão o monge responsável pelas palestras; o autor usa este personagem para explicar o modelo de liderança que deseja transmitir aos seus leitores. Simeão é Len Hoffmam um ex executivo muito bem sucedido que dedicou sua vida em recuperar empresas à beira da falência, e que após a morte de sua esposa decidiu deixar a carreira e viver neste mosteiro.
Os demais participantes são Lee um pastor Batista, Kim uma enfermeira, Teresa uma diretora de escola pública, Chris treinadora de um time de basquete e Greg um jovem sargento do exercito. Através das diferentes áreas de ação de seus personagens o autor demonstra que sua proposta de liderança pode ser desenvolvida em todas as esferas e não somente na empresarial.
O livro não tem uma pretensão teológica, ou mesmo posicionamento religioso, o autor descreve pontos positivos de vários líderes religiosos, como Gandhi, Martin Luther King e Madre Tereza de Calcutá, pessoas que exerceram grande influência mundial, e que conseguiram promover grandes mudanças através de sacrifício e autoridade. Mas baseia sua teoria na forma de liderança exercida por Jesus Cristo durante seu ministério terreno, e o destaca como maior líder de todos os tempos.
Através dos diálogos dos personagens, mantidos durante as palestras, o autor faz as seguintes afirmações sobre como exercer uma liderança saudável e eficaz:
O autor faz um paralelo entre o texto de I Corintios 13 e as virtudes que devem ser desenvolvidas pelo líder:
Paciência: mostrar autocontrole
Bondade: dar atenção, apreciação, incentivo
Humildade: ser autentico, sem pretensão, orgulho ou arrogância
Respeito: tratar os outros como pessoas importantes
Generosidade, abnegação: satisfazer as necessidades dos outros
Perdão: desistir de ressentimentos quando enganado, prejudicado
Honestidade: ser livre de engano
Compromisso: ater-se as suas escolhas
Resultados: serviço e sacrifício; pôr de lado suas vontades e necessidades; buscar o maior bem para ou outros.
“ É preciso ter vontade para escolhermos amar, isto é, sentir as reais necessidades, e não os desejos, daqueles que lideramos. Para atender a essas necessidades, precisamos nos dispor a servir e até mesmo sacrificar. Quando servimos e nos sacrificamos pelos outros, exercemos autoridade ou influência. E quando exercemos autoridade com as pessoas, ganhamos o direito de sermos chamados de líderes.” Pág. 57
Desta forma está posto um aparente paradoxo: O maior líder é aquele que está disposto a servir.
Como futura educadora, a leitura de O monge e o executivo foi positiva, me levando a refletir e desenvolver minha postura como líder diante de meus alunos. Considero relevante a palavra do autor quanto à capacidade humana de se disciplinar e desenvolver virtudes como honestidade, bom trato com as pessoas ou ser bom ouvinte. O professor precisa respeitar sua turma e buscar atender as suas necessidades pessoais, isso sem deixar de lado as regras que devemos construir em grupo, e aplicar a correção de forma sábia. Ser capaz de tornar o ambiente da sala de aula saudável para que elas possam desenvolver seu potencial de aprendizado. Valorizar e elogiar o cumprimento das tarefas e incentivá-las a buscar a excelência.
Já conhecia o significado do amor agapó, que é ação e não sentimento, concordo com o autor que o significado bíblico de amar ao inimigo significa agir com ele de forma respeitosa, provendo suas necessidades.
A semelhança do personagem John Daily espero ser capaz de colocar em prática estas informações, refletir sobre meu caráter como líder, desenvolver as virtudes que me faltam e deixar de lado práticas que dificultem meus relacionamentos; para assim ser capaz de servir aos meus liderados.