segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Resenha do Livro: O monge e o executivo

O Monge e o executivo escrito por James C. Hunter Editora Sextante, é uma obra que busca apresentar conceitos fundamentais para melhorar a capacidade de liderança e bom convívio com os outros. Através de conceitos antigos como amor e serviço, porém mal interpretados pela atual sociedade.

A narrativa conta a história de John Daily um administrador de empresas bem sucedido que de repente se vê em uma crise relacional na empresa em que trabalha, e começa a também enfrentar problemas com seus filhos adolescentes. John é membro de uma igreja Luterana, e  é aconselhado por seu pastor, a participar de um retiro sobre liderança que acontece em um mosteiro beneditino. Ele vai a contragosto incentivado por sua esposa, e lá conhece Simeão o monge responsável pelas palestras; o autor usa este personagem para explicar o modelo de liderança que deseja transmitir aos seus leitores.  Simeão é Len Hoffmam um ex executivo muito bem sucedido que dedicou sua vida em recuperar empresas à beira da falência, e que após a morte de sua esposa decidiu deixar a carreira e viver neste mosteiro.
Os demais participantes são Lee um pastor Batista, Kim uma enfermeira, Teresa uma diretora de escola pública, Chris treinadora de um time de basquete e Greg um jovem sargento do exercito. Através das diferentes áreas de ação de seus personagens o autor demonstra que sua proposta de liderança pode ser desenvolvida em todas as esferas e não somente na empresarial.

O livro não tem uma pretensão teológica, ou mesmo posicionamento religioso, o autor descreve pontos positivos de vários líderes religiosos, como Gandhi, Martin Luther King e Madre Tereza de Calcutá, pessoas que exerceram grande influência mundial, e que conseguiram promover grandes mudanças através de sacrifício e autoridade.  Mas baseia sua teoria na forma de liderança exercida por Jesus Cristo durante seu ministério terreno, e o destaca como maior líder de todos os tempos.

Através dos diálogos dos personagens, mantidos durante as palestras, o autor faz as seguintes afirmações sobre como exercer uma liderança saudável e eficaz:
*      Liderar não é exercer poder, e sim levar através da autoridade as pessoas a realizarem as tarefas voluntariamente para o bem do grupo.
*      O líder eficiente é aquele que está disposto a servir, a ser bom ouvinte e atender as necessidades, não as vontades dos indivíduos.
*         O bom líder sabe valorizar e corrigir de forma positiva seus liderados, tratando-os sempre com respeito.
*      O líder deve ter consciência de que é modelo para o grupo, ser pontual e zelar para que seu ambiente de trabalho seja como um jardim, ou seja, deve proporcionar o necessário para que seu grupo cresça e se torne maduro e autônomo.
*      O líder deve ter como base o amor, não o amor sentimento, mas o amor ação.

O autor faz um paralelo entre o texto de I Corintios 13 e as virtudes que devem ser desenvolvidas pelo líder:
Paciência: mostrar autocontrole
Bondade: dar atenção, apreciação, incentivo
Humildade: ser autentico, sem pretensão, orgulho ou arrogância
Respeito: tratar os outros como pessoas importantes
Generosidade, abnegação: satisfazer as necessidades dos outros
Perdão: desistir de ressentimentos quando enganado, prejudicado
Honestidade: ser livre de engano
Compromisso: ater-se as suas escolhas

Resultados: serviço e sacrifício; pôr de lado suas vontades e necessidades; buscar o maior bem para ou outros.
“ É preciso ter vontade para escolhermos amar, isto é, sentir as reais necessidades, e não os desejos, daqueles que lideramos. Para atender a essas necessidades, precisamos nos dispor a servir e até mesmo sacrificar. Quando servimos e nos sacrificamos pelos outros, exercemos autoridade ou influência. E quando exercemos autoridade com as pessoas, ganhamos o direito de sermos chamados de líderes.” Pág. 57

Desta forma está posto um aparente paradoxo: O maior líder é aquele que está disposto a servir.

 Como futura educadora, a leitura de O monge e o executivo foi positiva, me levando a refletir e desenvolver minha postura como líder diante de meus alunos. Considero relevante a palavra do autor quanto à capacidade humana de se disciplinar e desenvolver virtudes como honestidade, bom trato com as pessoas ou ser bom ouvinte. O professor precisa respeitar sua turma e buscar atender as suas necessidades pessoais, isso sem deixar de lado as regras que devemos construir em grupo, e aplicar a correção de forma sábia. Ser capaz de tornar o ambiente da sala de aula saudável para que elas possam desenvolver seu potencial de aprendizado. Valorizar e elogiar o cumprimento das tarefas e incentivá-las a buscar a excelência.
Já conhecia o significado do amor agapó, que é ação e não sentimento, concordo com o autor que o significado bíblico de amar ao inimigo significa agir com ele de forma respeitosa, provendo suas necessidades.
A semelhança do personagem  John Daily espero ser capaz de colocar em prática estas informações, refletir sobre meu caráter como líder,  desenvolver as virtudes que me faltam e deixar de lado práticas que dificultem meus relacionamentos; para assim ser capaz de servir aos meus liderados.

sábado, 12 de novembro de 2011

Atividades diversificadas para livre escolha

As atividades diversificadas para livre escolha, chamadas comumente de cantinhos, são um momento fundamental para o desenvolvimento da criança na Educação Infantil. Estas atividades permitem que o aluno escolha o que deseja fazer, desde que o ambiente da sala de aula tenha os materiais e espaço adequados. É errado o pensamento de que neste momento o professor fica livre de sua função de intervir e acompanhar o que as crianças estão fazendo, porque através destas atividades ele observa o desenvolvimento do aluno, seja ele social, cognitivo, ou motor.
Segundo Barbosa & Horn no capítulo Organização do espaço e do tempo na escola Infantil do livro “Educação infantil Pra que te quero” dá a seguinte sugestão para a divisão da sala de aula em cantinhos:

· Casa de bonecas com fogão, geladeira, TV, cama mesa, etc. Objetos para utensílios de cozinha, quarto, banheiro...sala (estes poderão ser confeccionados com material de sucata).
· Canto da fantasia com pedaços de pano, tule, chapéus, sapatos, roupas...espelho, maquiagens.
· Canto da biblioteca com almofadas, tapetes, estante, painel de informações, livros, revistas e jornais.
· Canto da garagem com tacos de madeira para construção, carros, trilhas, placas de sinais de trânsito.
· Canto dos jogos e brinquedos com jogos de encaixe, de armar, quebra-cabeça, sucatas organizadas e variadas, peças de madeira.
(Craidy& Kaercher 2001 pág. 77)


Segundo as autoras, este trabalho promove a identidade pessoal da criança, ajudando-a a desenvolver e demonstrar seus interesses e preferências, desenvolver a competência, saber fazer com autonomia através da oferta de um ambiente onde livremente o aluno possa: “(...) pegar toalhas, materiais, ter acesso a prateleiras e estantes, estamos pensando num ambiente não somente como cenário, mas, certamente, como parte integrante da ação pedagógica.”, promover o crescimento através dos desafios propostos em materiais como jogos e livros, e gerar oportunidade de atividades  realizadas em conjunto e individualmente a exemplo dos momentos que o aluno se dedica aos trabalhos realizados na mesa de desenhos, recorte e colagem, cavalete para pintura com guache e massinha. A organização dos espaços com divisões em temas (cantinhos) é uma prática bem sucedida e utilizada como prática pedagógica na Rede Municipal de Volta Redonda. As crianças naturalmente aprendem a cuidarem do espaço comum que é a sala de aula, ajudando em sua organização e limpeza, aprendem a zelar pelos objetos que compõem os cantinhos como brinquedos, livros e jogos, assim como também a utilizarem e compartilharem dos mesmos objetos.